O gestor tem o poder de direito, pois a
empresa dá-lhe este poder, outorgado por meio do cargo. Ele muitas vezes aloca as
pessoas certas nos lugares errados, ou seja, é a aptidão a serviço do retrabalho e da
desmotivação. Gestores enxergam mão-de-obra, indicadores de desempenho.
Gestores dificilmente enxergam as interfaces existentes e o quanto
suas decisões, atos ou ações podem interferir no desempenho das demais, faltando-lhes visão estratégica. Mesmo sendo bons técnicos não conseguem ser
facilitadores, capacitadores e agentes de mudança. Normalmente suas carreiras
crescem ou evoluem apenas na horizontal, assim terão certo prestígio e boa
remuneração, mas permanecerão por anos na mesma função e área. Gestores normalmente
são fortes operacionalmente, mas deficientes em termos de planejamento. Estão
prontos a executar, pois têm o foco totalmente voltado para a produção, o que indica
uma visão limitada, já que se especializam em repetir ações. Suas atividades
tornam-se rotineiras e seguem a métrica de um processo mecânico. Erros são
cometidos e não identificados, consequentemente são incorporados ao ambiente,
tornando-se um padrão a ser constantemente seguido. Gestores não gostam ou não
desejam mudanças, afinal pensar, planejar, exercitar, criar, contestar,
discutir, implantar, melhorar, demanda tempo, trabalho e riscos. A expressão
“deixa como está” transmite a ideia de conforto, estabilidade, tranquilidade e
comodidade, tudo o que eles desejam. Gestores não demonstram muito interesse em
participar de treinamentos e praticar o hábito da leitura, afinal melhor do que
a teoria é a prática, que segundo a ótica deles oferece o suficiente em termos
de aprendizagem, para no mínimo garantir a manutenção do cargo. Desta forma,
são os que correm forte risco de serem substituídos por profissionais mais
qualificados e de menor remuneração. Para os gestores receita menos despesa
simplesmente é igual a um resultado numérico, quando deveria ser muito mais,
algo como uma equipe comprometida e fidelizada. Números deveriam ser
apenas consequência da valorização das realizações. Muitas vezes, se houver
espaço vazio entre a liderança e o gestor, este atropela os processos, já que a
ansiedade e a pressa em agir imediatamente, neutraliza o gasto de energia com o
pensar.
Este blog trata da liderança corporativa, onde as pessoas são o centro dos negócios, ou seja, verdadeiras responsáveis por conferir ao trabalho um propósito, oferecendo a todos oportunidade de alcançar uma riqueza plena nas dimensões social, econômica e ambiental. Enfim, ele procura demonstrar a mudança de numerosos departamentos em um único empreendimento, deixando claro a transformação de criatura em criador, colocando a criatividade na mais alta posição.
domingo, 28 de abril de 2013
O Líder
O líder tem o poder de fato, pois ele o conquista pela
credibilidade e capacidade de mobilizar as pessoas em prol de um objetivo
comum, pois quem impõe o poder, tem um falso poder. Ele se comporta de forma
digna, irrepreensível, sem dissoluções, contendas e ciúmes. Ele está sempre
forte para suportar a debilidade dos mais fracos. O líder é proativo, inspira, enxerga o
extraordinário e como canaliza suas energias para as pessoas,
desenvolve um conjunto de valores que norteiam as ações da organização. Ele
consegue identificar a habilidade, o potencial, o talento e a competência de
cada um, desenvolvendo uma equipe de alto desempenho. Ele lida com pessoas de
maneira sábia e cuidadosa demonstrando a todos, o porquê. São disciplinados, consistentes
e práticos. O líder não pergunta o que a empresa pode fazer por ele, mas o que
ele pode fazer por ela. Ele segue a ordem natural do sucesso, onde a
contribuição precede a recompensa. Ele reforça o comportamento desejado e
amplia a possibilidade de repeti-lo continuamente. Não deseja trabalhar com
subordinados, pois a ideia de subordinação transmite a sensação de concordância
plena com as atitudes, pensamentos e ações de quem detêm o poder de decisão ou
de mudança. O verdadeiro líder deseja trabalhar com pessoas, gente como a gente,
que se relaciona, expressa, compartilha ideias e experiências. Subordinados
estão associados à execução de tarefas comuns, ou seja, a colegas de trabalho.
Pessoas estão ligadas a relacionamentos de amizade, que demandam tempo para
garantir uma convivência duradoura. Assim, o principal fator que deve nortear a
escolha destes profissionais nem sempre é a sua capacidade técnica, mas sim o
comportamento, a capacidade de liderar, a dedicação na construção do conteúdo
da liderança e a comprovação de seus valores na convivência do dia a dia. Nada
impedem que sejam bons técnicos. O líder sempre está pronto às janelas de
oportunidades, mesmo em que elas demorem em abrir, pois ele acredita, persevera
e aperfeiçoa continuamente seus conhecimentos para que no momento decisivo
possa se colocar no lugar de maior potencial. Assim, ele sai do lugar comum,
buscando ângulos e perspectivas diferentes para uma mesma situação, mudando a
forma de olhar e enquadrar o problema. O verdadeiro líder sabe que necessita do
auxílio de outras pessoas para alcançar os objetivos e metas. Quando ocorre
esta sinergia temos então como resultado o famoso ganha-ganha. O líder busca de
forma contínua manter o equilíbrio entre os recursos físicos, humanos e materiais.
Dentro deste conceito, máquinas, equipamentos, estrutura, cliente, mercado,
pessoas e valores devem ser tratados de forma integrada, por meio de uma visão
sistêmica. Isto somente é possível para líderes capazes de gerar riqueza nos
âmbitos social, econômico e causal tornando o ambiente de trabalho pleno e
diferenciado. Este balanço evita uma empresa objeto, desnorteada e sensível. Em
muitos casos para que o líder consiga tornar uma organização plena nos campos
racional e passional, ele necessita desaprender para prender. Isto implica em
mudança de conceitos, processos e padrões. Para ter êxito neste complexo e
lento processo de transformação ele deve demonstrar a sua equipe que estas
mudanças devem partir de cada indivíduo, pois ninguém muda ninguém, ou seja, as
pessoas não resistem à mudança, resistem a serem mudadas, porque normalmente
preferem ficar em uma zona de conforto. Assim, ele deve considerar a
competência e consciência de cada indivíduo, pois a consciência precede a
mudança, assim como o ser precede o fazer. O líder precisa entender que os
comportamentos não podem ser mudados, se as pessoas envolvidas não estiverem
conscientemente convencidas de que isto será benéfico para todos. Quando deseja
efetuar mudanças no ambiente de trabalho, ele precisa antes de tudo ouvir a
percepção das pessoas envolvidas, pois essa transformação certamente irá
repercutir no trabalho delas.
Estilos de Liderança
Todos os três estilos de liderança,
autocrático, democrático e liberal são muito bons e garantem a tomada de
decisões assertivas, desde que estejam perfeitamente alinhados com situação
envolvida. Discernir como atuar na solução dos problemas é uma das
características do verdadeiro líder, que neste contexto busca o equilíbrio
entre a razão e a emoção, ou seja, entre a empresa e o indivíduo. Ao agir
somente pela razão, ele corre o risco de ser totalmente injusto. Entretanto, se
for agir por pura emoção poderá não ter o domínio ou o devido respeito da
equipe, perdendo desta forma toda a sua autoridade. Ser líder não é fácil. É um exercício diário
de tomada de decisões, que envolve principalmente equilíbrio emocional e
autocontrole. Ao tomar uma decisão, ele naturalmente faz uma escolha,
renunciando a todas as demais alternativas, gerando um estado de tensão e
ansiedade, pois sabe que poderá haver erros e acertos, perdas e ganhos. As
decisões mais difíceis são aquelas em tempos de crise, as que envolvem pessoas
e as estratégicas, que certamente definirão o futuro do negócio. Um bom líder
deve ser carismático, comunicativo, ético, justo, flexível, afetivo,
empático, íntegro, centrado, facilitador e negociador. Enfim, adjetivos não
faltam para que tenhamos uma liderança capaz de atuar no melhor estilo que a situação exigir.
Tipos de Liderança
Liderança Autocrática
Liderança baseada na imposição onde à
palavra final é dada pelo líder, que também conhecido como líder pressão. O como
fazer é impositivo, a execução é supervisionada e a cobrança dos resultados é
rígida. Independente do grau de pressão ou dificuldade, o líder fala firme e
com convicção, sem não entanto usar palavras chulas, de baixo calão que ofendam
a equipe. Muito comum, em linhas de produção, momentos de crise ou emergência.
Neste tipo de liderança a autoestima, empatia e afetividade são mantidas
preservadas. A iniciativa e criatividade são baixas, porém, há comprometimento.
Isto decorre do fato dele transmitir segurança por meio de seus conhecimentos
técnicos e de liderança, estabelecendo assim que as cobranças sejam absorvidas
com naturalidade. À medida que o tempo passa, as decisões assertivas do líder
inspiram cada vez mais confiança, promovendo um bom alinhamento em especial nos
momentos mais difíceis. Disfunção: o surgimento de líder autoritário,
egocêntrico e prepotente, algo comum em quem detém o poder.
Liderança Democrática
A tomada de decisão é baseada no consenso
ou no que a maioria decidiu e conduz a uma idéia única de pensamentos
diferentes. Também conhecido como líder moderador., onde o como fazer é consenso, na
execução o líder participa e a cobrança dos resultados é rígida. É um bom
estilo para abordar as diferentes situações, até que a melhor delas seja
encontrada. Muito comum em áreas como pesquisa, planejamento ou quando se tem
muito tempo para executar uma tarefa. É a mais difícil de ser trabalhada,
devido ao consenso. Exige habilidade de comunicação e negociação, pois não
podemos esquecer que de certa forma há vencidos e vencedores. Neste tipo de
liderança a autoestima, empatia e afetividade são altas, assim como a
iniciativa e a criatividade. Há comprometimento. Disfunção: o líder convocar
muitas reuniões e colocar tudo em votação.
Liderança Liberal
O líder oferece as pessoas uma maior
liberdade para tomarem decisões e executar suas atividades, sendo também
conhecido como líder social, onde o como fazer é livre, na execução o ele é
ausente, mas a cobrança dos resultados é rígida. Muito comum, quando a equipe
possui conhecimento técnico, maturidade profissional, emocional e muito tempo
disponível. Neste tipo de liderança a autoestima é altíssima, a empatia e
afetividade são baixas devido a baixa presença física do líder em todo o
processo de decisão e execução. A iniciativa e criatividade são muito altas. Há
comprometimento. O líder carismático atua muito bem em qualquer um dos estilos.
A disfunção é o líder delegar muita autoridade e não cobrar responsabilidade,
ao qual chamamos “laissez-faire” (deixar fazer). No processo de delegação é que
começa o grande erro do estilo liberal. Neste momento é preciso ter em mente
que não se delega responsabilidade, ela continua sendo compartilhada, mas sim o
poder de decisão, as atividades e as tarefas.
Liderança
A liderança
é construída ao longo dos anos por meio de pessoas capacitadas, treinadas,
motivadas e felizes, cujas relações têm como base a confiança mútua. Ela
pressupõe atingir metas
em equipe, de modo assertivo, eficiente e eficaz. Como as pessoas são a parte
mais importante do processo, o líder deve investir uma parte substancial de seu
tempo no desenvolvimento delas. Neste contexto os recursos humanos apresentam
um papel fundamental na liderança. Assim,
onde ele funciona adequadamente, serão necessários alguns para que os primeiros
valores bem recrutados e treinados atinjam um nível gerencial elevado. A
questão é que o programa de aprendizado é lento, pois assim como existem
pessoas susceptíveis, há outras resistentes e ainda aquelas que jamais aceitarão
as mudanças. No entanto, a maioria delas adere ao processo de mudança tornando
o ambiente de trabalho mais humano. A liderança deve ser uma posição
institucional e não pessoal, ou seja, ela não pode ser dependente do carisma do
líder, ela deve estar arraigada na cultura organizacional, onde os processos
são geridos de forma natural, transparente, justa e ética em todos os níveis. Quando
ela está centrada no líder, a organização corre o risco de perder ambos.
Ninguém nasce líder. Ocorre que naturalmente, algumas pessoas possuem uma maior
capacidade para liderar. A Liderança é situacional, pode e deve ser
desenvolvida ao longo do tempo, por meio de treinamento e pela própria
experiência adquirida no convívio diário. Liderar é interagir com as pessoas,
trocar ideias, opiniões, negociar, ceder. É agregar e motivar a equipe, em
busca de um objetivo comum. É saber lidar com conflitos e tensões.
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