O gestor tem o poder de direito, pois a
empresa dá-lhe este poder, outorgado por meio do cargo. Ele muitas vezes aloca as
pessoas certas nos lugares errados, ou seja, é a aptidão a serviço do retrabalho e da
desmotivação. Gestores enxergam mão-de-obra, indicadores de desempenho.
Gestores dificilmente enxergam as interfaces existentes e o quanto
suas decisões, atos ou ações podem interferir no desempenho das demais, faltando-lhes visão estratégica. Mesmo sendo bons técnicos não conseguem ser
facilitadores, capacitadores e agentes de mudança. Normalmente suas carreiras
crescem ou evoluem apenas na horizontal, assim terão certo prestígio e boa
remuneração, mas permanecerão por anos na mesma função e área. Gestores normalmente
são fortes operacionalmente, mas deficientes em termos de planejamento. Estão
prontos a executar, pois têm o foco totalmente voltado para a produção, o que indica
uma visão limitada, já que se especializam em repetir ações. Suas atividades
tornam-se rotineiras e seguem a métrica de um processo mecânico. Erros são
cometidos e não identificados, consequentemente são incorporados ao ambiente,
tornando-se um padrão a ser constantemente seguido. Gestores não gostam ou não
desejam mudanças, afinal pensar, planejar, exercitar, criar, contestar,
discutir, implantar, melhorar, demanda tempo, trabalho e riscos. A expressão
“deixa como está” transmite a ideia de conforto, estabilidade, tranquilidade e
comodidade, tudo o que eles desejam. Gestores não demonstram muito interesse em
participar de treinamentos e praticar o hábito da leitura, afinal melhor do que
a teoria é a prática, que segundo a ótica deles oferece o suficiente em termos
de aprendizagem, para no mínimo garantir a manutenção do cargo. Desta forma,
são os que correm forte risco de serem substituídos por profissionais mais
qualificados e de menor remuneração. Para os gestores receita menos despesa
simplesmente é igual a um resultado numérico, quando deveria ser muito mais,
algo como uma equipe comprometida e fidelizada. Números deveriam ser
apenas consequência da valorização das realizações. Muitas vezes, se houver
espaço vazio entre a liderança e o gestor, este atropela os processos, já que a
ansiedade e a pressa em agir imediatamente, neutraliza o gasto de energia com o
pensar.
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